Cuidado: a expectativa do seu cliente está mudando

Por Leonardo Guerra Packeiser O Web Summit é um espaço de troca de experiências. Caminhando pelos estandes, ouvindo as palestras e interagindo com outros participantes, é possível estar em contato com inúmeras aplicações de diferentes tecnologias. Em um mesmo dia, você pode conhecer empresas como a Neuroeletrics – que utiliza inteligência artificial para escanear o […]

Por Brivia
Publicado em 26/01/2022

Por Leonardo Guerra Packeiser

O Web Summit é um espaço de troca de experiências. Caminhando pelos estandes, ouvindo as palestras e interagindo com outros participantes, é possível estar em contato com inúmeras aplicações de diferentes tecnologias. Em um mesmo dia, você pode conhecer empresas como a Neuroeletrics - que utiliza inteligência artificial para escanear o cérebro de pacientes e ajuda a prevenir convulsões - até negócios como a Greyparrot - que usa o mesmo tipo de tecnologia, porém, com foco em diminuir o desperdício de plástico das indústrias. 

Entretanto, a grande amplitude de conhecimentos que podem ser introduzidos no evento também faz com que, em muitos casos, não possamos ter uma visão tecnicamente aprofundada de como as tecnologias vem a funcionar. Isso pode acabar frustrando especialistas que vêm ao Web Summit com objetivo de entender alguma questão técnica específica do seu mercado de atuação.

Para melhor alinhar as expectativas dos participantes com o que o evento pode vir a proporcionar, eles devem encará-lo como uma forma de estimular sua criatividade - e, a partir disso, conectar as experiências de outras áreas com as suas próprias. No que tange à criatividade, podemos utilizar as percepções trazidas por Jeff Hoffman. O produtor de Hollywood trouxe a ideia de que, para alimentarmos a criatividade, devemos ativamente engajar com o mundo ao nosso redor, buscando experiências que dificilmente poderíamos ter contato no nosso cotidiano.

Esse tipo de abordagem gera novas inspirações para pensarmos como podemos melhor executar nossas atividades. Uma palestra interessante para aplicar esse modo de pensar foi a do banco russo Sber. A instituição financeira - que se intitula como o "banco menos usual do mundo" - tem como estratégia de mercado a agregação dos mais diversos tipos de produtos e serviços. Nos últimos anos, o banco começou a fabricar e desenvolver televisores, óculos inteligentes, lâmpadas, aplicativos e assistentes virtuais.

Evidentemente que, para se ter a possibilidade de criar uma quantidade de ofertas tão diversificada tecnologicamente, é necessário um capital financeiro robusto e pouco acessível à grande maioria das marcas. Porém, o que é interessante de se compreender e que pode ser adaptável ao seu negócio é o "porquê" desse tipo de ação. O banco frisou que seu objetivo, com a estratégia, é gerar uma experiência de compra do consumidor unificada nas mais diferentes cadeias de valor. 

Inspirado a partir deste exemplo, você pode começar a pensar em como sua marca deve ter como principal objetivo atender as expectativas do seu cliente, seja criando novos produtos, seja formando parcerias. Não devendo se limitar à classificação de uma empresa do segmento A ou B, mas sim uma companhia que conhece seu cliente e busca atender sua necessidade. 

Em alguns outros casos, pode ser que as lições trazidas para seus negócios sejam menos aparentes - e, com isso, possamos não tangibilizar os impactos desses tipos de conhecimento no curto prazo. Porém, mesmo nesse cenário, o entendimento mais holístico sobre o funcionamento de diferentes tecnologias pode vir a ter um papel fundamental. Isso porque o mundo fica cada vez mais integrado e as expectativas dos seus clientes podem mudar de forma brusca muito rapidamente. 

Artigo publicado originalmente em Coletiva.Net