Interessante perceber este tipo de movimentação:
Seth MacFarlane, criador do desenho animado ‘Uma família da pesada’ (em inglês, ‘Family Guy’), foi contratado pelo Google para criar uma nova série de animação com distribuição exclusiva pela internet.
O novo seriado também será usado como teste para novos sistema de anúncios em vídeo do Google. De acordo com a localização do usuário, anúncios poderão ser exibidos antes do vídeo ou como ‘banners’ colocados na parte de baixo da imagem.
Trecho retirado de matéria do G1. Nada melhor para apresentar uma nova funcionalidade que entretenimento de verdade (pfff….). A fórmula funciona ainda melhor em um espaço já um tanto desgastado que é o AdSense e que constitui uma parte muito grande dos lucros do diversificado Google.
Sphere: Related ContentHoje provavelmente será revelado o novo iPhone (com 3G e sabe-se lá mais o que) e muitos olham para esse lançamento como divisor de águas, visão do futuro ou whatever. Porém uma rápida pesquisa revela o fato de que o iPhone é básico comparado as funcionalidades presentes nos gadgets japoneses, que segundo pesquisas estão 5 anos a frente dos EUA em tecnologia mobile.
O artigo da Wired de onde tirei essa informação traz o jornalista japonês Nobi Hayashi que explica a situação do mercado japonês: os consumidores anotam especificações técnicas e as comparam na hora de adquirir um aparelho, os aparelhos possuem funcionalidades como televisão, sensor no estilo wii, GPS, câmeras de 5 MP e carteira virtual em um único aparelho.

Porém nem tudo acaba funcionando como deveria e ele estima que em média os consumidores aproveitem de 5 a 10% do potencial destes aparelhos. As funcionalidades mais complexas estão escondidas em menus, submenus e atalhos que dependem da pressão aplicada nas teclas ou uma combinação de teclas, ou seja é trabalho de arqueólogo achar tudo.
No final do ano o iPhone será oficialmente introduzido no Japão e por lá será a simplicidade e não a tecnologia cutting-edge que atrairá consumidores.
Faltou alguma coisa…hmmm: OPERADORAS! Uma frase resume tudo:
Sphere: Related Content“Once you take this out of Japan, it’s just a piece of metal.”
Entenda mídia física como disquinho ordinário que você insere no fatiador de salame do seu PC ou player. Pois bem, a essa altura todos devem conhecer a Netflix cujo negócio é entregar filmes em casa depois de receber a solicitação pela web, mesmo tipo de serviço oferecido pela Netmovies no Brasil, ou pelo menos em parte dele. O fato é que Reed Hastings, CEO da Netflix, disse que o modelo de negócios atual da Netflix durará apenas mais 5 anos e por isso já estão trabalhando com a distribuição digital.

Há quem diga que já era irrelevante a guerra de formatos BD e HD-DVD mas a mídia física ainda tem um tempo para preencher com reclamações de pirataria e etc. Mas pouca gente tem a capacidade de dizer que a sua fonte de dinheiro não vai durar 5 anos e começar de novo como está fazendo a Netflix que já lançou essa caixinha aí de cima que permite por 9 dólares o streaming ilimitado da biblioteca de mais de 10.000 filmes, séries e programas de TV. Infelizmente os grandes lançamentos não são disponibilizados imediatamente mas mesmo assim…
Falando nisso acho que eu conseguiria assistir uns 4 filmes no mês com a supervelocidade de nossa banda larga, hey Brasil que tal nos dar uns cabos decentes?
Sphere: Related ContentEu estava tentando me manter distanciado da picuinha “blogosférica” sobre post pago e etc, mas não deu mais pra evitar. No post do Brainstorm#9:
No Reino Unido, começa a valer a partir de hoje uma nova regulamentação de proteção ao consumidor que, pela primeira vez, leva em conta o marketing online, incluindo “vídeos virais, blogs e campanhas em redes sociais”.
As mudanças no código prevê combate e punição para 31 tipos de práticas de marketing online, como custos escondidos em “ofertas grátis”, plantar resenhas positivas em sites, criar blogs falsos (para campanhas publicitárias como se escritos por usuários comuns), e comentário editorial sem a indicação de ter sido pago por um anunciante, ou seja, o polêmico post patrocinado.
Botaram fundo o dedo na ferida, acho interessante esse tipo de consideração com o consumidor mas pode abrir um precedente perigoso. Não sei exatamente como está no código (e se soubesse não sei se faria diferença pra mim) mas tenho medo das interpretações possíveis dessas leis, e especialmente a adaptação disso em outros países.
Caso tenham esquecido estamos no Brasil, onde o pessoal esperto dos tribunais derruba o YouTube e coisa parecida, sem falar que os caras que escrevem as leis são semi-analfabetos no que diz respeito a web.
Sphere: Related ContentEssa semana começaram a surgir boatos da vinda do Iphone através de um acoro com a América Móvil, dona da Claro. Isso deve ter deixado o pessoal da Vivo com cara de idiota (particularmente acho que merecem) já que se dizia que eles trariam o Iphone ao Brasil, talvez ainda nessa década. A Telefónica (dona da Vivo) estava negociando mas aparentemente não gostou muito de dividir os lucros com a Apple e subsidiar o Iphone para que não seja privilégio de poucos, o que atrasou a negociação.

A pobre Vivo ficou chupando dedo mas a Folha apurou (sabe-se lá como) que não haverá exclusividade de operadora no Brasil assim como aconteceu recentemente na Itália. Agora a especulação é sobre o lançamento do iTunes no Brasil, por onde são vendidos todos os conteúdos para o iPhone, segundo analistas sem a loja a Apple deixaria de arrecadar 1 bilhão.
Via CrisDias.
Sphere: Related ContentAtravés do celular do personagem principal do novo jogo da série Grand Theft Auto os jogadores poderão comprar música. A Rockstar firmou um acordo com a Amazon.com que possibilitará que os jogadores escutem uma música nos rádios do jogo e usar o celular para marcar a música, depois receberá mensagens pelo mesmo celular (estamos falando de ações ingame ainda) e poderá comprar as músicas por menos de um dólar.

De acordo com os produtores o jogo possuirá uma das maiores trilhas sonoras já vistas que incluem faixas raras e até exclusivas para o jogo. O melhor de tudo é que os arquivos vem sem DRM. Nice!
Via Yahoo! Games.
Sphere: Related ContentO Radiohead pediu que seus fãs pagassem o quanto quiserem pelas suas músicas, já Trent Reznor (do Nine Inch Nails) disponibilizou pacotes que vão de graça até versões super deluxe por 300 dólares. A diferença entre o conteúdo do primeiro ao último é gritante mas nem por isso o conteúdo de graça é irrelevante: são 9 músicas.
Quem resolve comprar o pacote de 5 dólares já recebe todas as 36 músicas mais um pdf de 40 páginas. Nos pacotes de 10, 75 e 300 a trama se complica e o consumidor ganha uma série de extras como embalagens, variedade de formatos e download direto. Respeito o cara.
Via Gizmodo.
Sphere: Related ContentA Contagious falou com Daniel Stein CEO da EVB, que falou um pouco sobre o presente do marketing digital. Além daquilo que se costuma dizer em qualquer abordagem sobre o assunto: “o consumidor de hoje tem o poder de decidir o que é relevante e o que não é”, ele listou uma relação de melhores e piores práticas.
As melhores:
1) Simplicidade: faça rápido e fácil;
2) Participação: envolva as pessoas;
3) Personalização: deixe as pessoas criarem “por elas mesmas”;
4) Inesperado: surpreenda as pessoas;
5) Humor/entretenimento: evoque uma emoção;
6) Distribuição: Use todas mídias para contar uma história;
7) Comunidade: faça do consumidor seu “marketeiro”;
8) Portabilidade: torne seu conteúdo disponível.
Piores:
1) Lentas introduções: leve os usuários direto ao ponto;
2) Complicação: mais tecnologia não é sempre melhor, conheça seu público;
3) Replicas de anúncios tradicionais: consumidores são espertos e desviam de anúncios invasivos;
4) Esperar que as pessoas se importam com sua marca: se você não trouxer a garrafa de vinho para a festa não espere ser convidado de novo;
5) Forçar sua marca: consumidores estão no controle, deixe que eles venham até você.
Antes de tudo gostaria de expressar meu concernimento quanto a utilização da banda Calypso como exemplo de um negócio inteligente no Brasil (se você caiu aqui pelo Google procurando por músicas da banda pressione o botão back de seu navegador).
É fato, a taxa de reprodução hoje é zero (se duvida é só procurar no YouTube um cara pintando a Monalisa no paint) e os “atravessadores” estão se vendo em um beco sem saída. Parece que não tem saída mesmo, conforme o excelente artigo do Chris Anderson (que escreveu The Long Tail e vai lançar um chamado FREE em 2009) a queda constante dos custos marginais vai nos levar, pelo menos no que diz respeito as tecnologias digitais, a um futuro onde tudo é barato demais para pensarmos em economizar.
O quanto longe estamos desse ponto? Vou usar um dos exemplos do artigo, se apenas 1% dos usuários do Flickr possuem conta PRO, cada um sustenta outros 99, o que mostra que o custa para manter cada um destes beira o zero.
[UPDATE: Free é também a capa da Wired de março que pode ser adquirida de graça, só nos EUA, nesse link.]
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